terça-feira, 24 de julho de 2012




O futuro até o presente momento
Não passa de fumaça no pensamento...

Guilherme Zapata

sábado, 25 de fevereiro de 2012


Na gira da noite

Eu canto teu nome
E vou pelas encruzilhadas,
Errante vou eu nas giras da luz,
Na fumaça que se vai
Vejo teu sorriso,
E ao longe ouço tua gargalhada
Leva pela madrugada meus pedidos de fé,
E na gira do vento
Leva meus pensamentos que são todos dela!

Guilherme Zapata

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012



Doce Ardente

E flameja, flamejando vai,
Esse fogo que arde de tal maneira
Que transforma em chama
Tudo aquilo que a alma encanta.
Transforma-te em fogo, em brasa ardente,
Pois a eternidade dura somente
O tempo que me beijas.
Agarra então minhas mãos,
Seja doce, e seja ardente,
E como eu havia dito
O universo apenas dura
O eterno tempo que me beijas.
Mesmo que finde a flama ardente,
Em um segundo ela novamente acende,
E com as mãos ainda juntas
O doce fogo arde, flameja...

Guilherme Zapata

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012


Meia noite a duas mãos

Teu sorriso cativa minha alma
E na tua própria enxergo-me,
É um doce mistério sem fim...
Meu desejo é de amar-te
E assim entrego-me ao teu torpor.
Clamo por teu corpo
Sinto teu prazer em meus lábios
Meu corpo  entorpece
E aos poucos nos tornamos um só ser
Entrelaçados infindavelmente
Em um prazer cósmico e imortal
Onde os astros testemunhas são desse amor.
Um amor que vem de outros tempos
Onde o destino lisergicamente cruzou nossos caminhos mais uma vez
E nos levou a mil noites no deserto dos desejos.
Ali, latejei, borbulhei, quase morri mil vezes de tanto amor,
E assim morrendo sonhava novamente com outras mil vidas passadas..
Mesmo fenecidas, ardidas, mas não solitárias,
E assim meu corpo clamava por ti desvairado
Suplicando teu mel,
Que jorrou ardorosamente por toda pele nua.
Doce e esculpida, sedenta de paixão
Com fogo ardente nas veias e um sorriso simples no olhar
Que somente almejava dizer,
Te amo!

Camila Weitzel e 
Guilherme Zapata
 
Partido...

Eu não caibo mais em ninguém,
Se ao menos em mim eu coubesse,
Mas não, agora só em ti caibo.
A medida de mim é um "ti" ao quadrado,
É um caber que está além de mim.
É teu o meu sonho
E é meu esse teu sorriso,
Continuo assim aquém de mim
Buscando os pedaços rasgados
De um coração de pano cortado...
Se ao menos um remendo tivesse,
Mas de tão velho e puído 
O coração já se era partido...

Guilherme Zapata

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012


C.

Nas entrelinhas do teu corpo
Perdido em pecado
Perambulando infinitamente
Por todas tuas curvas,
Por todas suas notas...

Agridoce sabor
Jardim dos prazeres
Maçã carnal que me completa,
Tatua-te em mim,
Seja eterna em minha pele.
Deixe-me apenas observa-la
E deleitar-me com tal formosura...

E que assim seja,
Teus olhos iluminando meus dias,
Tua boca embalando meus sonhos,
E sua alegria conduzindo minh'alma
E que assim seja eu pra ti também...

Guilherme Zapata

Granito

Meu ser teima ferozmente em
Ruminar uma amarga ansiedade,
E meu peito afunilando-se vai,
O ar rarefeito se torna e me falta.
É um clamor desesperado
E assim violento viola-me a alma,
Um amargo gosto anuvia
O céu de minha boca,
É o fel do negro céu de granito
De minha alma se despedaçando

Guilherme Zapata

sábado, 4 de fevereiro de 2012

 
Atordoado

A dor corrompe o amor,
Abro mão dos meus atos,
E jamais dos meus sonhos...
Sinto o fogo que queima interiormente,
Todavia, sei que o vento pode apaga-lo...
E se o vento não puder,
As lágrimas das nuvens apagarão...
Teu silêncio grita dentro de mim,
E atordoando-me vai...
Que meu coração oxidado
Não pare de tocar a doce sinfonia,
E que a doce sinfonia
Jamais deixe de ser valsante...

Guilherme Zapata

segunda-feira, 26 de setembro de 2011


F.

A meia noite perco-me em tuas horas,
desapareço na brisa fria
E penetro docemente em teu ser.
A canção ao fundo embala nossos suspiros
E meu olhar se perde no infinito de tua alma.
Teu sabor agridoce e tua pele macia...

Meus lábios percorrem esse horizonte

alvo e voluptuoso...
Noite sem fim, frenética,
E assim permaneço eternamente
a deriva em teu mar,
Apenas eternizando tal momento...

Guilherme Zapata

terça-feira, 8 de março de 2011


Concerto Sinestésico

As notas corriam soltas pelo ar
Em coloridos magníficos.
Verde, amarelo, azul...
Um arco íris sonoro, que ao seu fim
formavam ondas esfumaçadas
e sumiam lentamente...
Sons borbulhantes, que ecoavam
suavemente em meus tímpanos.
Era canção se misturando ao vento,
formando uma atmosfera cantante,
alegre e toda penetrante.
por instantes, a paz se
conectou ao universo,
trazendo um novo mundo
às minhas velhas retinas...

Guilherme Zapata

segunda-feira, 7 de março de 2011

 
Em teu leito de loucura, cura-me a alma.
Almejando pleno desespero a noite velada,
E a lua nua andando sai
Girando, girando, a girar vai.
E teu ar, raro efeito em meio as nuvens,
Vens nua e suave.
Alma branca e de ancas largas
Que me alaga os olhos..
Ostentando o céu,
Claro e doce mel
Meu brinquedo que quedas a noite
Testando-me cai...
Ardente, libidinosa serpente,
Por entre os dentes teu sabor me cala,
Tão pálida, assim és tu que me fala...

Guilherme Zapata
P.S.: Imagem Laurent Laveder

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011



Tão Simples

A lua,
espelho do sol,
que enfeita o céu escuro
salpicado de estrelinhas.
Todas tão pequeninas
que me lembram teus mínimos olhinhos.
Brilhos noturnos no céu da meia noite,
corpos nus em nossa cama ao meio dia,
e a lua que vai voltar com a luz que ilumina
nosso quarto ao cair do dia.

Guilherme Zapata
P.S.:Fotografia de Laurent Laveder

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011


Amor-zinho!

Hoje amanheci mais cedo.
Acordei o dia
E mandei o sol se levantar.
De tão bravo,
Ao meio dia ele se pôs a pino,
E assim tão claro
Tentou ferir-me os olhos nus.
Sim, era verão,
E todos os dias carregavam o clarão.
Na verdade,
Nesse mês tudo rima com ão
Só o meu amor - Termina em - zinho

Guilherme Zapata

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

 
Sem porvir
 
Um misto de paixão e poesia,
Apenas um jogo de pura ilusão.
Antes fosse anjo e tivesse asas,
Mas era simples fumaça ao léu.

Era um corpo nu e vazio,
Tinha um vagaroso olhar
E um vago sorriso silencioso...
Era puro devaneio inebriante.

Pele alva e alma obscura,
Que outrora era luz contagiante...
Um pedaço cortado, e outro dilacerado,
Era coração partido a todos os lados.

Era a bandeira negra da partida,
Um adeus nos lábios já cortantes.
Era o fio fino da navalha do destino
Cortando todos os laços da paixão...

Guilherme Zapata

domingo, 23 de janeiro de 2011


...

Não desejo palavaras que levem a filosofias profundas,
Pois nas pronfundezas só há escuridão,
E lá todas as coisas perecem.
A verdadeira filosofia é simples e superficial,
É clara feito a luz dourada
Que transparece no límpido lago dos pensamentos criativos.

Guilherme Zapata

Aquarius

Um corpo de luz,
Uma semente dourada,
A aurora dos tempos,
A água viva sagrada.

Um novo mundo quase amanhece

Uma nova canção com beijos de amor
Floresce então uma nova paixão

Guilherme zapata

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011


Anjo
Teus olhinhos seguem minha sombra
E seguem também meus largos passos,
São duas borboletas coloridas piscantes
Que alegram minhas manhãs frias.

São pedrinhas coloridas de azul do céu,
Sem nuvens carregadas, sem chuva a granel.
Apenas brilham como o sol no firmamento
Para ensolarar minh'alma descolorida.

És assim, sempre fiel,
Nesse mundo demasiado cruel!
Guilherme Zapata

domingo, 2 de janeiro de 2011


O poeta pinta

O poeta pinta o céu com caligrafia incompleta
Em nuvens cinzas de papel...
Quase tudo é envolvente,
Menos os teus braços em meus abraços.
É o colorido desbotado das flores
Que pisadas, jazem no úmido e frio chão.
É um anjo soprando frio
O arrepio que me cala todas as palavras.

Mais uma vez é o poeta que pinta sem tinta
todas as palavras nas almas entristecidas.
É a palavra quente que queima a boca,
É do desejo frio que adormece a face.
São duas mãos desencontradas
Depois do amor feito a noite...

E o poeta ainda pinta sem tinta e papel,
Apenas com pensamentos hipotéticos
versos que nunca serão versos,
Pois ele adormeceu enquanto se inspirava
Na escuridão das pálpebras sem cores...

Guilherme Zapata

domingo, 26 de dezembro de 2010


...

Abandono esse barquinho à deriva,
Vou de mansinho pela proa
E deixo os sonhos se afundarem...

Lá se vai por água abaixo.


Troco todo esse Mar

Pela liberdade do céu,
E a arte de voar...


Guilherme Zapata 

domingo, 19 de dezembro de 2010


Flor de Mel

Corpo flor-de-mel,
Doce beijo que veio.
Nem era primavera,
Mas era ela!

Flor-de-mel, doce
Corpo de desejo, beijo puro
E cheiro de primavera.
Assim era ela!

Corpo, flor e mel
Doce beijo, colorido de desejo.
Veio de pura primavera.
Assim, sem ela!

Guilherme zapata